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segunda-feira, 23 de julho de 2012

Save Point IV: Enganados e Abandonados

Olá queridos Nerds,

Pedimos estimadas desculpas por te-los deixado sem Database nessa sexta passada. Agora estaremos retomando nossas atividades normais (pelo menos até o começo do mês que vem)


Estamos voltando com nosso Savepoint, a muito deixado para traz mais que agora vai voltar com força total. Para aqueles que já se esqueceram e também aos novos visitantes do blog, segue o link para as histórias anteriores:


Save Point I: Background
Save Point II: Zombies from hell
Save Point III: Zombies from hell


Anteriormente, o grupo de Felícia se deparou com uma orda gigante de zumbis que estavam sendo atraídos por uma esfera de energia maligna. Após o surgimento do moreau conhecido como  Seifer, que lhes contou a história do objeto, nosso estimado grupo seguiu caminho. Quais aventura lhes aguardam? 

Apos dois longos dias de caminhado por uma densa flores, o grupo se separou. Os humanos foram incumbidos de levar os estilhaços da pedra maligna até um monastério, para receber uma purificação. O grupo agora se resumia a um pistoleiro, um clérigo meio-orc e eu.


O caminho para a vila de Tanfo foi bastante silenciosa, a unica coisa que podíamos ouvir era o coaxar dos sapos, o canto dos pássaros e as folhas mexendo com o vento. Paramos apenas para comer, onde as unicas palavras ditas foram do clérigo ao rezar para seu deus.


Enquanto cavalgávamos relembrei de minha antiga vida como uma simples elfa e como, provavelmente, havia deixado um homem decepcionado.


- Para de pensar nele - disse baixo.
- Algum problema? - disse o clérigo


Estávamos tão quetos que qualquer palavra poderia ser escutada, mesmo baixo.


- Não é nada clérigo. Estou bem. - desfiz rapidamente minha cara amorosa e refiz minha postura de guerreira séria - Acha que chegaremos logo a Tanfo?
- Só mais algumas horas de viajem. - respondeu o pistoleiro ao meu lado. - É uma boa vila, o problema é o cheiro de peixe.
- Essa é a marca de uma boa e prospera vila, bravo atirador.
- Mais o cheiro é insuportável.
- Vocês realmente vão ficar falando sobre o cheiro da vila? Conversar sobre o clima é bem mais interessante do que essa conversa. - disse com rispidez.


Seguimos viajem e em aproximadamente cinco horas chagamos a Tanfo. A vila estava em acensão econômica e cultural, com suas próprias festividades. O povo era miscigenado, portanto não me sentia tão diferente.


Logo paramos em uma taverna para beber e comer algo mais decente do que minha comida - nunca fui boa cozinheira.


- Finalmente! Estava exausto de andar nesse cavalo. - disse o pistoleiro, que se jogava em uma cadeira. - Agora que estamos aqui, o que iremos fazer?
- Eu cumpri minha missão, mas creio que a ordem não me condene por disseminar a palavra de Euzio.
- E você barbara? Esta a procura de algo ou aguem?
- Não. - disse enquanto bebia um jarro de hidromel. - Estou apenas procurando aventuras, afinal grandes guerreiros não ficam apenas no bar bebendo hidromel.


Podia ver todos dançando, bebendo e comendo e aquilo fazia eu me sentir extasiada, porém meu noivo ainda me preocupava bastante, pois não sabia o que um homem abandonado poderia fazer.


- Já volto. Preciso comprar algumas coisas.


Corri em direção ao porto, precisava distrair a cabeça. Logo encontrei um grupo de anões mal encarados.


- Olá. - disse em tom sério.
- Uma barbara que fala nossa língua, algo raro hoje em dia. - disse o mais velho. - Em que podemos ajuda-la?
- Gostaria de saber se tem ocorrido algo incomum na vila.
- Está procurando aventura?
- Sim.
- Sabe, ultimamente alguns navios estão indo para a baia de Ivana e estão demorando muito para retornar.
- Normalmente a travessia demora de 2 a 3 dias, mais esses navios estão demorando de 5 a 6. - disse um anão de voz esganiçada.
- Outro porem é a quantidade de dinheiro que esses barcos tem trazido, fortunas em joias e ouro. O primo do Ghastlor enriqueceu por conta deles.
- Verdade. E esses navios saem daqui sem nada, nem mesmo um pedaço de tecido para vender. - disse Ghastlor.
- Muito obrigada anões. Acho que vou descobrir de onde vem todo esse dinheiro.
- Ei! Esta esquecendo do pagamento. - disse o mais velho.
- OK, OK. - entreguei a eles um amarradinho de dinheiro e retornei para a taverna.


Apos uma conversa muito franca com a garçonete, descobri que o capitão de um dos navios estava na taverna.


- Você tem que para com esse habito de bater nas pessoas. - disse o clérigo em tom ríspido.
- Só dei uns dois ou três tapinhas nela.
- Não foi o que escutei.
- Cade o pistoleiro? Foi no mercado comprar munição.
- Não sei porque ele usa armas desse tipo, gasta-se bem menos em cinqüenta flechas.


Logo o pistoleiro apareceu, trazendo as mesmas noticias que eu havia escutado dos anões. Colocamos um plano em pratica, afinal também precisávamos de dinheiro. Andei em direção a mesa do capitão.


- Olá, aceita uma caneca de hidromel? É por minha conta.
- Obrigado. Uma bebida de graça é muito mais gostosa, certo companheiros? - disse o capitão festejando.


Logo nos reunimos a eles e minutos depois conseguimos uma carona até a baia de Ivana. Mau sabíamos a furada em que estávamos nos metendo.


Embarcamos. Sabia que realmente a viagem deveria demorar uns 3 dias, pois os ventos estavam muito calmos. E mesmo tentando distrair minha mente, não podia deixar de pensar em meu noivo, o que tornava a viajem angustiante. Ao anoitecer fomos levados a um dos quartos do navio, deitamos, porem minha mente ainda trabalhava aqueles pensamentos.


- Clérigo. - disse baixo para não acordar o pistoleiro
- Fala.
- Posso dormir ao seu lado?
- O que? - apesar da sonolência, o pedido impressionou o meio-orc. - Você esta bem?
- Não. Eu posso ou não dormir com você?
- Tudo bem, só não ligue para os roncos.


Por mais estranho que pareça, não estava nutrindo sentimentos por meu amigo clerigo. O que precisava naquele momento era me sentir protegida pelos braços de um homem. Estava me sentindo louca e fraca, algo que não admitia, porém começava a sentir um estranho sentimento.


Logo de manhã, tratei de me levantar, para que o pistoleiro não ficasse de brincadeira comigo; e após algumas horas estávamos todos reunidos no convés. O navio havia aportado em uma misteriosa ilha.


- Caro clérigo, gostaria que você e seus companheiros e acompanhassem enquanto procuro algumas ervas. - disse o capitão.
- Por que não? Claro que vamos.


O capitão nos mostrou a planta que precisava e logo saímos em busca dela, era uma erva comum. O que não estávamos esperando é que o safado corresse em direção ao navio e nos largasse na ilha. Logo pudemos entender o motivo da demora dos navios.


- MALDITO! - gritei a plenos pulmões enquanto arremessava uma pedra em direção ao navio.


Gente, vou parar por aqui. A história ficou gigante, graças a mente deturpada do mestre. Semana que vem teremos a continuação.

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